A Olimpíada Nacional de Nanotecnologia (ONANO) alcançou, em 2026, a marca de 34.217 estudantes inscritos em sua terceira edição. O número representa um crescimento de aproximadamente 460% em relação à primeira edição, realizada em 2024, quando foram registradas 6.111 inscrições. Desde sua criação, a competição já soma mais de 53 mil inscrições e, neste ano, premiou 1.960 estudantes de todas as 27 unidades da Federação.
Entre os destaques da edição estão crianças de apenas 7 e 8 anos, matriculadas no 2º e no 3º ano do Ensino Fundamental, que conseguiram acertar todas as questões da etapa nacional. A presença de estudantes mais jovens evidencia a proposta da ONANO de aproximar a nanociência de diferentes faixas etárias. Entre os premiados, 4,6% têm até 10 anos e 14,3% têm até 12 anos.
O coordenador nacional da ONANO, Delmárcio Gomes, mencionou que, quando uma categoria foi criada para crianças dos primeiros anos do Ensino Fundamental, o intuito era mostrar que a nanociência não precisa ficar restrita aos anos finais do Ensino Fundamental ou ao Ensino Médio. “Ver crianças de 7 e 8 anos compreendendo esses conceitos e chegando a 100 pontos mostra que, quando a ciência é apresentada na linguagem adequada, não existe idade para despertar a curiosidade e formar novos talentos”, afirmou.
A edição de 2026 também demonstra a expansão da Olimpíada para além dos grandes centros urbanos. Dos estudantes premiados, 73,8% estudam fora das capitais brasileiras. Ao todo, foram 648 escolas e 344 municípios representados entre os premiados.
A distribuição regional também mudou ao longo das três edições. Em 2024, o Sudeste concentrava 55% dos premiados, enquanto o Nordeste representava 30%. Em 2026, os percentuais ficaram próximos: 41,1% dos premiados são do Sudeste e 40,5% do Nordeste.
O Nordeste também apresentou o maior índice de aproveitamento na etapa nacional. Na região, 50,3% dos participantes alcançaram a faixa de premiação, enquanto, no Sudeste, o percentual foi de 41,2%.
Delmárcio também destacou que um dos resultados que mais entusiasma é perceber que a nanotecnologia está deixando de ser um tema associado apenas aos grandes centros. “Quando encontramos medalhistas em centenas de municípios e vemos o Nordeste praticamente igualar a participação do Sudeste, temos um sinal concreto de que estamos conseguindo ampliar o acesso à educação científica no país”, revelou.
Entre as diferentes redes de ensino, a federal apresentou o maior índice de aproveitamento: 55,8% dos estudantes que participaram da etapa nacional foram premiados. Na rede estadual, o percentual foi de 45,8%, enquanto, na rede privada, chegou a 40,7%.
A presença de meninas entre os premiados também cresceu ao longo das três edições. Em 2024, elas representavam 38% dos premiados. O percentual passou para 43% em 2025 e chegou a 49,6% em 2026.
Os dados de cor ou raça também apontam para uma maior diversidade entre os premiados. Entre os estudantes que declararam essa informação no cadastro, 40,5% se identificam como pretos, pardos ou indígenas. Na primeira edição da ONANO, o percentual era de 35%.



