Fraser Institute divulgou, no dia 6 de outubro, a edição de 2026 do Economic Freedom of the World, relatório que avalia o grau de liberdade econômica em 165 países e territórios. O levantamento, elaborado com base em dados de 2024, examina como as instituições e as políticas públicas influenciam a liberdade dos indivíduos para produzir, empreender, investir e realizar transações econômicas.
Nesta edição, Hong Kong permanece na liderança do ranking mundial, com pontuação de 8,53 em uma escala de 0 a 10, seguido pela Suíça (8,45), Singapura (8,43), Nova Zelândia (8,38) e Estados Unidos (8,21). Entre os países latino-americanos, destacam-se o Chile, na 20ª posição, a Costa Rica, na 28ª, e o Uruguai, na 59ª. Na última colocação do ranking está a Venezuela, com pontuação de 2,94.
O Brasil ocupa a 85ª posição, com pontuação geral de 6,64, situando-se na terceira faixa de classificação do índice. O resultado coloca o país atrás de outras economias da região, como Paraguai (66ª posição) e México (77ª), evidenciando os desafios ainda existentes para o fortalecimento da liberdade econômica no ambiente nacional.
Entre as cinco dimensões analisadas, o pior desempenho brasileiro foi registrado em Regulação, na qual o país ocupa a 141ª posição, com pontuação de 5,26. Nas demais áreas, o Brasil aparece na 94ª posição em Tamanho do Governo, na 71ª em Sistema Jurídico e Direitos de Propriedade, na 72ª em Estabilidade Monetária e na 74ª em Liberdade para o Comércio Internacional.
O relatório também apresenta um panorama da evolução da liberdade econômica mundial. Segundo os pesquisadores, após uma queda expressiva durante a pandemia de Covid-19, o indicador global voltou a apresentar recuperação em 2024. Apesar disso, os níveis médios de liberdade econômica ainda permanecem abaixo daqueles observados antes da pandemia, refletindo os efeitos da expansão das intervenções governamentais, das restrições comerciais e das políticas monetárias adotadas naquele período.
Além da classificação dos países, o estudo examina a relação entre liberdade econômica e indicadores de desenvolvimento socioeconômico. De acordo com os resultados apresentados, os países situados entre os 25% mais livres economicamente registram renda média 6,9 vezes superior à daqueles classificados entre os 25% menos livres. A análise também identifica uma diferença de aproximadamente 14 anos na expectativa de vida entre esses dois grupos, além de melhores resultados em indicadores de bem-estar, mortalidade infantil e qualidade ambiental.
Publicado anualmente pelo Fraser Institute, o Economic Freedom of the World utiliza 46 componentes e subcomponentes distribuídos em cinco grandes áreas: Tamanho do Governo, Sistema Jurídico e Direitos de Propriedade, Estabilidade Monetária, Liberdade para o Comércio Internacional e Regulação. O levantamento constitui uma importante referência para pesquisadores e instituições dedicadas ao estudo das relações entre liberdade econômica, qualidade institucional e desenvolvimento.
O relatório completo está disponível no site do Fraser Institute:https://www.fraserinstitute.org/studies/economic-freedom-world-2026-annual-report
