Esse ano, a Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) está comemorando 10 anos de colaboração com a L´École de Design Nantes Atlantique, da França. Em conjunto, as duas instituições promovem o curso de Pós-Graduação em Design Transcultural da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU).
O coordenador do curso de Design da UPM, Ivo Pons, destacou que o programa é uma excelente oportunidade, levando em consideração o mundo globalizado atual, para preparar os alunos para o mercado de trabalho. “Hoje nós temos uma colaboração muito rica, o programa proporciona uma dupla-titulação aos estudantes, que podem estudar três anos no Brasil e outro na França, formando com dois diplomas simultaneamente”, contou o professor.
Para concluir a pós-graduação os alunos precisam apresentar um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), que realizam durante um ano e podem abordar um tema livre, contanto que envolvam o design nas soluções de problemas urbanos do Brasil.
A parceria internacional possui como principal objetivo trazer alunos estrangeiros ao Brasil, para que eles tenham acesso a metodologias e experiências que vão além da sua própria cultura. Anualmente, a UPM recebe mais de 30 estudantes franceses, e prepara esses futuros profissionais em Design com habilidades estratégicas a fim de lidar com soluções de problemas e diferenças culturais presentes na sociedade.
O coordenador dos Programas de Mestrado da L’École de design Nantes, Jules Riché, explicou que o principal desafio enfrentado pelos estudantes é mergulhar de cabeça na cultura brasileira e compreender os seus obstáculos. “Eles realizam a pesquisa e procuram problemas urbanos que podem ser resolvidos a partir do design na sociedade brasileira, o que por si só já é um grande desafio, compreender uma nova cultura a partir da perspectiva da inovação”.
Para o coordenador do programa, Paul Bluteau, o maior desafio dos estudantes acaba se tornando o seu maior benefício. A vivência em um novo país os obriga a sair de sua zona de conforto e os permite descobrir novas realidades. “O fato deles adentrarem outra cultura, um novo idioma e uma nova cultura, os ajudam a descobrirem novas ferramentas no design e a crescerem como profissionais”, finalizou.







