A Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) inaugurou o Centro de Inteligência Artificial Mackenzie (IAM), uma unidade de pesquisa aplicada, criado para ser referência nacional e internacional no desenvolvimento de soluções inovadoras com base em IA. O Centro nasceu para articular toda pesquisa realizada na instituição relacionada com o tema IA.
Sediado na Faculdade de Computação e Informática (FCI), ele agrega estudos e pesquisas de diversas áreas do conhecimento que analisam e interpretam as ferramentas de IA, além de promover cursos e workshop dentro das temáticas, como forma de divulgar o conhecimento produzido no centro de pesquisa.
O IAM foi criado a pedido da Reitoria da UPM e por resolução do Conselho Universitário para integrar o que a universidade já faz, dar escala a essas iniciativas e posicionar o Mackenzie no debate sobre IA, inclusive na formulação de regras para o seu uso, como no caso Política de IA da Universidade, aprovada em 2026, que o Centro ajudou a construir.
“A IA deixou de ser um tema exclusivo da computação e hoje atravessa todas as áreas do conhecimento. A interdisciplinaridade é uma escolha estratégica e está na própria estrutura do Centro, que conta com representantes de todas as unidades acadêmicas”, explica o professor da FCI e coordenador do IAM, Leandro Augusto da Silva.
De acordo com o pesquisador, os problemas mais relevantes da IA não são só técnicos: envolvem linguagem, ética, direito, saúde e educação. “Quando um linguista, um médico ou um educador trabalha junto com quem desenvolve o algoritmo, a pergunta de pesquisa melhora, e a solução também. Um exemplo é a iniciativa de reunir pesquisadores de semiótica e de modelos de linguagem para o português brasileiro, com aplicação na análise de discurso e argumentação”.
Por ter a interdisciplinaridade como um diferencial, a integração das pesquisas realizadas pelo IAM torna-se também um diferencial, pois são poucas instituições que conseguem reunir tantas áreas do conhecimento em torno da IA.
Atualmente, a atuação do IAM está organizada em eixos estratégicos: pesquisa, desenvolvimento e inovação; negócios e transferência de tecnologia; ensino e formação; e governança e ética. O centro de pesquisa possui projetos em diferentes fases (aprovados, submetidos e em prospecção) e parcerias com instituições de fomento à pesquisa, como o FINEP, FAPESP e CNPq, além de parcerias com o Exército, com a USP e uma cooperação com o Japão.
Dentre as pesquisas realizadas no IAM, Leandro Silva destaca uma realizada em parceria com a Santa Casa de São Paulo para o desenvolvimento do AION, sistema de avaliação automática da idade óssea por aprendizado profundo. "A nossa meta para 2027 é estabelecer novas parcerias nacionais e internacionais e apoiar pesquisadores de toda a universidade na submissão de projetos", conta.
O professor também aponta a importância da realização dos workshops, com foco na divulgação científica. “São workshops sobre temas estratégicos para a UPM e para a agenda nacional e internacional, como saúde planetária e soberania nacional em modelos de linguagem. São encontros interdisciplinares que buscam articular pesquisadores e pesquisas, para que a UPM desenvolva trabalhos com reconhecimento nacional e internacional”, finaliza.
O estudante da graduação se conecta ao IAM principalmente pelos projetos de pesquisa. Os alunos de iniciação científica, mestrado ou doutorado orientados por professores vinculados ao IAM já fazem parte dessa rede, e os projetos aprovados costumam oferecer bolsas de estudo. Além disso, eventos promovidos pelo IAM com as unidades acadêmicas também são abertos aos estudantes.
Não deixe de conhecer o Centro Mackenzie de Pesquisa em IA. Todas as informações estão disponíveis no site, clique aqui.




