Vacinação antes do transplante de fígado pode reduzir riscos e ampliar possibilidades de tratamento

Especialistas destacam a importância da imunização precoce para pacientes com doenças hepáticas durante o 6º Congresso Paulista de Fígado

05.10.202613h56 Por Guilherme Fonseca, sob orientação de Camila Lippi

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Vacinação antes do transplante de fígado pode reduzir riscos e ampliar possibilidades de tratamento

A falta de informação sobre a importância da vacinação pode dificultar a aderência da população. Dúvidas sobre o calendário, as doses e os possíveis efeitos dos imunizantes podem fazer com que algumas pessoas deixem de se vacinar. Para pacientes com doenças hepáticas, manter a vacinação atualizada é ainda mais importante diante da possibilidade de um transplante de fígado, tema discutido durante o 6º Congresso Paulista de Fígado. 

O Mackenzie participou do evento como patrocinador diamante e promoveu, no dia 02 de outubro, um simpósio satélite com os médicos Igor Luna e Beatriz Araújo, do Hospital Universitário Evangélico Mackenzie (HUEM), de Curitiba. Os especialistas abordaram os cuidados com a imunização antes do transplante. 

O período anterior ao transplante é considerado uma janela importante para a atualização da carteira de vacinação. Vacinas contra febre amarela, sarampo, caxumba, rubéola e catapora devem ser aplicadas com antecedência mínima de quatro semanas. Após o procedimento, esses imunizantes são contraindicados devido ao uso de medicamentos imunossupressores. Já as vacinas inativadas devem ser administradas, preferencialmente, até duas semanas antes da cirurgia. 

Segundo a médica Beatriz Araujo, a hepatologia é uma área em constante desenvolvimento e apresenta novas possibilidades de pesquisa e atuação profissional. A aproximação entre estudantes e especialistas pode contribuir para ampliar o interesse pela área. “A participação dos alunos em congressos e eventos científicos permite o contato direto com profissionais da área, além de proporcionar conhecimento sobre temas que podem fazer parte de sua futura trajetória acadêmica e profissional” afirmou. 

A atualização das vacinas também pode ter relação com as possibilidades de utilização de determinados órgãos para transplante. Em um cenário de escassez, enxertos considerados de critérios expandidos podem ampliar as opções disponíveis. Um exemplo são os órgãos de doadores com sorologia anti-hbc positiva, que, em determinadas circunstâncias, podem ser destinados a receptores protegidos contra a hepatite b, identificada pela presença de anticorpos anti-hbs. 

Dessa forma, manter a vacinação em dia contribui tanto para a proteção contra infecções quanto para a preparação do paciente para diferentes etapas do transplante. O acompanhamento médico e o acesso a informações confiáveis são fundamentais para identificar antecipadamente as vacinas necessárias e reduzir riscos associados à imunossupressão após o procedimento. 

As estudantes do quarto período de Medicina do Mackenzie, Maria Luísa Benatti e Isabela Telles, que estavam prestigiando a palestra, também destacaram a importância do conteúdo apresentado para a formação acadêmica e profissional. Para Maria Luísa, o contato com o tema contribui para ampliar os conhecimentos adquiridos durante a graduação. “Isso acrescenta muito na nossa formação e nos dá um direcionamento”, declarou. Já Isabela ressaltou a contribuição da experiência para uma formação mais humanizada nos atendimentos. “Isso fará com que sejamos profissionais mais humanas”, afirmou. 

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