Rivalidade só dentro de campo

12/04/2018

Geral


Mackenzie recebe dois ícones do futebol brasileiro: Marcelinho Carioca e César Sampaio

Marcelinho Carioca e César Sampaio. Foto por: Fernando Pereira

Marcelinho Carioca, César Sampaio, Vanderlei Dias de Souza e Anderson Gurgel. Foto por: Fernando Pereira

No dia 11 de abril, em uma sala de reuniões do prédio Reverendo Wilson de Souza Lopes, o RW,  Marcelinho Carioca conversava com os professores do curso de jornalismo. Com um sorriso no rosto, recebeu alunos da Redação Virtual e a imprensa do Mackenzie para uma conversa antes da palestra.

O jogador com mais títulos pela camisa do Corinthians (são dez no total!) falou sobre o jogo da sua vida e o seu diploma em jornalismo. Na semana depois da final do Paulistão de 2018, Marcelinho brincou: “Corinthians ganhar do Palmeiras é melhor do que final de Copa do Mundo”.

César Sampaio, palmeirense desde criança e autor do primeiro gol do Brasil na Copa de 1998, chegou na sala para defender o Palmeiras. “Só eu sou Palmeirense aqui? Tá muito preta e branca essa sala!”, perguntou rindo e procurando alguém para se apoiar.

Entre uma brincadeira e outra, o “pé de anjo”, como Marcelinho é chamado carinhosamente pela torcida corinthiana, falou sobre o novo momento da sua carreira. Se formou em jornalismo em 2017. “Eu já sei quando o atleta vai tentar dar um migué, pela expressão fácil eu já tenho esse entendimento”, contou entre risos.

Já no Auditório Ruy Barbosa, os dois eternos ídolos do futebol contaram suas histórias de vida e em campo e falaram da atuação como comunicadores durante uma palestra em comemoração ao dia do jornalista. A mesa foi mediada pelos professores do Centro de Comunicação e Letras (CCL), Vanderlei Dias de Souza e Anderson Gurgel.

Marcelinho começou lembrando: “vocês estão em uma grande Universidade. Nós temos 52% de não letrados no país, nós fazemos parte dos 48%”, pontuou ao recordar sua origem. César Sampaio se mostrou entusiasmado em conversar com futuros comunicadores: “Eu fico muito feliz quando eu entro em um ambiente como esse, porque nós temos um país rico em espaço e possibilidades reais de mercado, mas infelizmente a nossa gestão nos apequena”.

Ambos são torcedores fanáticos de seus antigos clubes e trabalham na área do jornalismo esportivo. Ser jornalista e ser torcedor pode ser complicado. César conta que um amigo - ex-jogador do Palmeiras -perguntou brincando: “Pô, César. Você não tá defendendo a gente na TV”. César explicou que quando está na TV ou no rádio, ele tem que entender o todo para depois se posicionar, ou seja, a ética do jornalismo tem de passar por cima da sua relação com o time alviverde.

Marcelinho também comentou sobre as reclamações que escuta depois de algum trabalho como jornalista. “A gente recebe ligação perguntando ‘poxa, mas você escreveu isso? Você que foi jogador?’ existe um profissionalismo e temos que separar as coisas”.

A rivalidade Palmeiras vs Corinthians? Só dentro das quatro linhas. “É gostoso. A rivalidade, a brincadeira, uma coisa saudável e respeitosa. Faz parte! Não podemos acabar com isso”, finaliza Marcelinho Carioca.