Mackenzistas recebem prêmio de arquitetura

06/03/2018

Geral


Com a história dos nossos tijolinhos...não poderia ser diferente!

Eduardo Saguas Miller e Gabriela Fernandes Mestriner, vencedores do 28º Opera Prima.

Orientador Julio Luiz Vieira, orientando Eduardo Saguas Miller e orientador Lucas Fehr

Orientador Ricardo Caco Ramos, orientanda Gabriela Fernandes Mestriner e orientador Eduardo Sampaio Nardelli.

Ricardo Caco Ramos, Eduardo Sampaio Nardelli, Gabriela Fernandes Mestriner, Eduardo Saguas Miller, Lucas Fehr e Julio Luiz Vieira.

“A questão social na arquitetura é fundamental porque ou você é um arquiteto que faz as coisas pensando em você mesmo, ou você pensa no social sempre”, disse Ricardo Caco Ramos, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo do Mackenzie (FAU).

Todo mundo que visita o campus Higienópolis se apaixona por nossa arquitetura, principalmente a parte histórica (Leia a matéria onde citamos algumas curiosidades sobre o Centro Histórico). Diante dessa história centenária que envolve a Instituição, não foi uma surpresa quando dois alunos da FAU do Mackenzie se destacaram e foram premiados na 28º Opera Prima. Trata-se de um Concurso Nacional de Trabalhos Finais de Graduação em Arquitetura e Urbanismo promovido pela revista PROJETO e patrocinada pela empresa de vidros Cebrace.

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“Ele é da prática, tem paixão pelo ofício do desenho”, definiu Lucas Fehr, orientador de Eduardo Saguas Miller, mackenzista ganhador do 28º Opera Prima.

Eduardo Saguas Miller escolheu a Avenida Paulista como ponto de partida para a abordagem do seu Trabalho Final de Graduação: “Entre tantos: um ensaio sob a Av. Paulista”.  “A ideia surgiu quando eu estava fazendo intercâmbio em Portugal, pela COI. Eu assisti a um documentário sobre subsolo e comecei a pensar nesse assunto”, conta o arquiteto.

Embaixo da famosa avenida de São Paulo, Eduardo descobriu que haviam espaços se deteriorando desde a década de 70. “Existem muitos projetos inacabados. Eu não tinha ideia da dimensão daquilo”, completa.

Depois de toda a pesquisa, surgiu o desafio. “O próprio projeto... o que fazer em um lugar que já tem praticamente tudo?”, explica Eduardo. “Eu criei espaços para ter uma integração no nível da paulista e embaixo, e como isso se conecta com o metrô”, finaliza.

Como um modo de ocupação dos espaços, que se interligam com o transporte público, Eduardo fez um projeto para três lugares no subterrâneo: a Galeria do Conjunto Nacional e Center 3, a Galeria Crianças e a Galeria Uso-Livre.  Eduardo  foi vencedor do prêmio geral do 28º Opera Prima.

Segundo Julio Luiz Vieira, também orientador do trabalho do Eduardo, não existe um método para ser um professor orientador, pois cada aluno se encontra em uma situação diferente. “O Eduardo tem um diferencial”, completa. “Com essa premiação nos sentimos motivados para continuar o nosso trabalho”, conclui.

Eduardo  destacou a importância do Mackenzie estar atrelado à participação de concursos e prêmios relevantes. “É um prêmio super conhecido, tradicional. Eu fiquei super feliz de terem me escolhido aqui na UPM, e depois ganhar como o mais votado”, finaliza o arquiteto.

Categoria #ImagineComVidro - Prêmio Especial

“Meu projeto é fruto de vivências e experiências muito pessoais. É uma reflexão interna”. Foi assim, que Gabriela Fernandes Mestriner, vencedora do Opera Prima, explica seu trabalho intitulado “Movaser, Centro Cultural das Danças”.

Gabriela foi bailarina profissional até os 18 anos e percebeu a dificuldade de viver uma profissionalização no Brasil.  Em intercâmbio na Europa, pelo Mackenzie, percebeu o quanto os espanhóis e outros estrangeiros admiravam a arte brasileira.

Foi aí, que decidiu investigar. “Eu comecei a olhar para isso num sentido de: ‘poxa, se lá fora nós temos esse reconhecimento, o que acontece aqui?”. Em seu trabalho há a mistura de duas paixões: a dança e a arquitetura.

Da falta de visibilidade da dança, surgiu o Movaser. “O projeto foi feito para ser instalado no Centro de São Paulo, próximo ao Teatro Municipal.  Justamente para criar esse vínculo com a memória da cidade”, conta a arquiteta.

O projeto tem espaço de ensaio ao ar livre, numa grande praça. As salas são abertas, a maioria de vidro, justamente para isso: tirar a dança dos espaços sem visibilidade para um público seleto, e traze-lo para a rua. Para a sociedade”, completa.

Como frisa a arquiteta, o resultado do seu Trabalho Final de Graduação (TFG) não é só para bailarinos, mas sim um espaço aberto para o público, com museus, salas de exposições. As pessoas usam os espaços como preferirem.

Gabriela Mastriner se sentiu realizada ao vencer o prêmio #ImagineComVidro, por conta da fachada do Centro Cultural das Danças.  Os vidros que compõem a fachada, além de refletirem, ainda se movem de acordo com o vento, fazendo alusão ao movimento da dança.

Para o professor Caco Ramos, o Trabalho Final de Graduação da FAU Mackenzie é uma oportunidade diferente para os estudantes de arquitetura. “Ele acaba sendo uma oportunidade para nós, orientandos e orientadores, de fazer um projeto muito discutido e coletivo, além de criar uma crítica para fazer da arquitetura realmente um projeto de cultura urbana para cidade”, explica.

Para o professor Eduardo Sampaio Nardelli, também orientador de Gabriela, desde os primeiros desenhos do trabalho percebeu algo diferente. “Eu vi que poderia ir mais longe. A implementação do projeto, a maneira que ela dialoga com a cidade e como ele embute nele próprio a ideia do movimento, do ritmo. Quando veio a fachada eu pensei: maravilhosa. Eu gostaria de ver esse projeto ser construído”, finalizou Nardelli.