Mackenzie sedia a Conferência Internacional sobre os 500 anos da Reforma Protestante

04/09/2017

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O evento buscou aguçar o olhar para as percepções atuais da Reforma Protestante

Chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie

A partir da esquerda, José Inácio Ramos; os conselheiros Antonio Cabrera Mano Filho, Mauricio Meneses e Cid Caldas; Michael S. Horton; Davi Charles; Benedito Guimarães; e Mauro Meister

“A reforma é um evento histórico sim, mas mais do que isso, ela marcou um jeito de pensar a respeito do que deve ser a fé, da relação da fé com a nossa vida. E um dos princípios é que a reforma continua, ela é um ato de reformar-se sempre à luz da palavra de Deus”. Essas palavras do chanceler, reverendo Davi Charles Gomes expressam bem o tema que pontuou a Conferência Internacional sobre os 500 anos da Reforma Protestante, que tratou sobre “A Relevância da Reforma para o século 21”. Segundo ele essa é uma discussão que precisa continuar. “O que significa ser reformado hoje e o que significa reformar-se hoje? E a igreja deve discutir isso aí não só pra consertar uma coisa errada, mas como parte da nossa própria identidade”.

Organizado pelo Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper (CPAJ) e a Chancelaria da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), o evento aconteceu entre os dias 30 de agosto a 1 de setembro, no Auditório Ruy Barbosa, com palestras e oficinas voltadas ao debate interdisciplinar sobre o movimento que causou uma revolução social e política, difundido no mundo inteiro através da arte, cultura, educação, ciência, mas, principalmente, no processo de consciência individual e construção da assim chamada modernidade.

Entre os palestrantes esteve em São Paulo Michael S. Horton, professor de Apologética e Teologia no Westminster Seminary, Califórnia (EUA), e editor chefe da revista Modern Reformation, que realizou palestras falando sobre grandes reformadores como Lutero e Calvino, e finalizou o evento com o tema “Por que a Reforma ainda não acabou?”.

De acordo com o presidente da Igreja Presbiteriana do Brasil, reverendo Roberto Brasileiro Silva, esse evento não significou estudar apenas a Reforma: “É uma contribuição para o pensamento e o desenvolvimento de teologia reformada da igreja, muito importante para todos nós refletirmos e debatemos”, analisou. Já o presidente do Instituto Presbiteriano Mackenzie, José Inácio Ramos, apontou a importância de tratar sobre o tema na instituição. “O Mackenzie tem a sua história calcada nos princípios da Reforma do século XVI. Precisamos observar a relevância dela para o século XXI, onde o Mackenzie está inserido e dizer para a sociedade tudo aquilo que nós cremos”, afirmou.

O reitor da UPM, doutor Benedito Guimarães Aguiar Neto, reiterou seu incentivo às atividades que comemoram esse marco. "Apoiamos as mais variadas iniciativas que celebram a Reforma Protestante do século XVI pelo seu grande legado para com a educação. Nos eventos não apenas comemoramos mas, sobretudo, destacamos o marco de uma cosmovisão que resgatou o direito universal ao exame das Escrituras e à educação", contou. Nesse mesmo sentido o diretor do CPAJ, reverendo Mauro Meister lembrou que a realização do evento é baseada na fé. “Não estamos aqui para promover escolas, nosso desejo único é promover a Cristo. E se ele não for promovido nada disso tem valia”, concluiu.