I Simpósio de Biodireito Brasil-Portugal

09/02/2018

Geral


Evento discutiu as diferentes leis entre os países


Nesta quinta-feira, 8 de fevereiro, foi realizado o I Simpósio de Biodireito Brasil-Portugal no Auditório João Calvino. Das 9h às 12h foram apresentados dois painéis com os temas “A responsabilidade jurídico-penal do médico pela sua atuação negligente” e “Liberdade e autodeterminação sexual: recentes desenvolvimentos no âmbito da tutela penal”. O evento, que foi sucesso de inscrições, foi organizado pela Coordenadoria de Atividades Complementares e Extensão da Faculdade de Direito (FDir). Entre os convidados estavam as professoras Paula Ribeiro de Faria e Conceição Cunha, ambas da Universidade Católica do Porto, em Portugal. 

Para a professora Ana Cláudia Silva Scalquette, líder do grupo “Novas Fronteiras da Ciência Jurídica - Desenvolvimento e Inovação Tecnológica: Biodireito e Biotecnologia”, a troca de experiências entre países, como aconteceu no evento, é muito importante: “Essas diversas visões podem influenciar na formação dos nossos alunos, porque hoje nós vivemos em um mundo globalizado, então não podemos achar que os nossos problemas são únicos e que só se resumem ao nosso país. A experiência de Portugal, nesse caso, pode muito ajudar a nossa evolução”.  

A professora Paula Ribeiro, da Universidade Católica do Porto, concorda com essa visão. Ela conta que está amando sua estadia em São Paulo, pois é sua primeira vez tendo uma experiência universitária no Brasil: “É fantástico comparar dentro das mesmas áreas o direito de um país e de outro, porque tem muita coisa em comum e também muita coisa que nos distingue e podemos aprender uns com os outros”. 

Não é só a parte acadêmica da visita que está sendo boa para as professoras. Conceição Cunha também conta que não tem nenhuma crítica à sua estadia no Brasil: “As pessoas são muito simpáticas. Já vi a universidade, que é muito bonita. Mostraram a parte da biblioteca mais antiga, a parte dos jardins, onde é muito arborizado. A experiência gastronômica também. Gostei muito da comida brasileira. Tem sido tudo muito bom!”. Quanto à troca de experiências entre Portugal e Brasil, ela destaca: "Eu acho que é muito importante também haver um intercâmbio do ponto de vista mais cientifico e jurídico, porque são países próximos, comuns, ao mesmo tempo em que temos algumas diferenças".