Escritor britânico Anthony Daniels palestra no campus Higienópolis

12/04/2018

Geral


Evento foi promovido pelo Centro Mackenzie de Liberdade Econômica

“Eu não falo português”, arriscou, em português, o britânico Anthony Daniels ao iniciar sua palestra sobre o livro “A Faca Entrou - Assassinos reais e a nossa cultura” na Universidade Presbiteriana Mackenzie. A tentativa de falar a língua nativa do Brasil arrancou risadas do público presente nesta quarta-feira, às 20h, no Auditório Ruy Barbosa, campus Higienópolis.

O escritor e pesquisador veio à universidade a partir de uma parceira do Centro Mackenzie de Liberdade e Econômica (CMLE) com o Instituto de Estudos Empresariais (IEE) de Porto Alegre, do Instituto Liberal de São Paulo e a Editora É Realizações. O coordenador do CMLE, Vladimir Fernandes Maciel, disse que estava orgulhoso e agradeceu a presença de todos no auditório, que estava lotado. "Acreditamos que esse evento de hoje é um marco importante, porque nós faremos uma discussão multidisciplinar que envolve toda a universidade", declarou.

Anthony Daniels costuma usar pseudônimos. Seu último lançamento, A Faca Entrou, está sob o nome de Theodore Dalrymple. Ele conta que começou a usar pseudônimos quando estava vivendo em uma ditadura na África escrevendo contra o governo. “Este último comecei a usar porque eu escrevia sobre o que eu vi em um hospital em que eu trabalhava como médico”, conta. Ele diz que foi preciso usar outro nome porque, quando se é médico, é preciso de um disfarce para escrever sobre o que viu. “E eu continuo usando só porque usei no passado”, explica.

Sobre os alunos do Mackenzie, ele conta que espera que seus livros os estimulem a pensar de um modo diferente. “Em alguns lugares, eu acho que eles ensinam muita teoria, mas sem a prática e experiência daquilo”, explica. “Eu vi os efeitos por mim mesmo e trabalhei em lugares muito pobres na Inglaterra. Mas eu também vi pobreza na África e pude comparar o que é pobreza e o que é muita pobreza”.

Sobre o autor Anthony Daniels, o psiquiatra britânico que escreve com os pseudônimos Theodore Dalrymple, Edward Theberton e Thursday Msigwa, atuou profissionalmente em periferia de grandes cidades, prisões e países como o Zimbábue e a Tanzânia, além de outros do Leste Europeu e América Latina. É membro sênior do Manhattan Institute e colabora com veículos como The Times, The Salisbury Review, National Review, The Daily Telegraph, The Observer e The Spectator. Recebeu o Prêmio da Liberdade, em 2011, na Holanda.