Urban Ideas: Transformação, educação e inspiração

10/26/2017

Geral


Instalada na incubadora da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), Urb-i é uma startup de soluções urbanas

Equipe Urb-I formada por Paulo Carmagnani, Carolina Guido, Yuval Fogelson

Escritório da URB-I na Incubadora de Empresas da Universidade Presbiteriana Mackenzie

Você conhece a Urb-i e suas ideias? A empresa tem como objetivo conscientizar, inspirar e engajar a população, através de projetos e ações com foco no pedestre e na mobilidade ativa. Ela é formada por profissionais de diversas áreas, unidos pelo mesmo anseio: transformar as cidades em um lugar melhor para os habitantes.

Carolina Guido, co-fundadora da empresa, urbanista paisagista, formada pela FAU do Mackenzie, começa dizendo: “O nosso propósito é mudar a percepção das pessoas em relação ao espaço público”. A empresa realiza consultorias, assessoria e promove intervenções – como aconteceram nos projetos Saca Só I  e De Boa na Lagoa  – em algumas áreas de diferentes cidades para analisar como a população se relaciona com a cidade.

Além de desenvolver iniciativas experimentais, a Urb-i conquistou o prêmio do Concurso 3 Estações, organizado pela Embarq Brasil em conjunto com a WRI Brasil e a USP Cidades, que tem como objetivo promover uma melhoria nas regiões próximas às estações de trem.

Para participar do concurso, a Urb-i escolheu a Estação Berrini, usando a Rua Joel Carlos Borges como modelo para o desenvolvimento da proposta. “O nosso plano se destacou porque não pensamos apenas na região no entorno da estação, mas também criamos um plano de bairro que deve ser aplicado em mudanças graduais", explica Carolina. A transformação na rua, atualmente em fase temporária, foi de extrema importância aos pedestres. Segundo dados coletados pela Urb-i e colaboradores, cerca de 4.700 pedestres passam pelo trajeto no horário de pico da manhã e apenas 170 carros. Um dos pontos interessantes de projetos realizados por grupos como a Urb-i é a possibilidade de diálogo entre a empresa e a população afetada.            

Como explica Carolina, a questão do urbanismo é multidisciplinar. Além da estética, é imprescindível pensar em áreas como a da saúde e economia. Cidades como São Paulo são desenvolvidas para o uso do carro, então as pessoas não são priorizadas. “Acontecem muitos atropelamentos, as crianças não brincam na rua, as pessoas não andam e têm doenças relacionadas à falta de sociabilização com o espaço. Então é possível observar como as coisas estão interligadas: a qualidade de vida nessas cidades caíram tanto porque nós não sabemos lidar com as ferramentas que temos”, pontua Carolina.

Para a urbanista a transformação da lógica de espaço exige tempo. “É uma questão de mudar o pensamento para o coletivo. Se estamos vivendo do jeito que estamos vivendo hoje, nós estamos pensando de forma individualista. Então através dessas ações você coloca as pessoas para pensarem”, finaliza Carolina.

 

Quer saber mais sobre o projeto na Rua Joel da Estação Berrini? Clique aqui.